Como encontrar informação de saúde mental fundamentada?

Numa era pautada por imensa informação, torna-se crucial identificar fontes fidedignas de aprendizagem. Na saúde mental, em específico, o combate à desinformação e informação descontextualizada é de especial relevância, tendo em conta que se está a falar da saúde física e psicológica das pessoas que podem estar a passar por algum tipo de dificuldades. Assim, devem-se identificar as fontes de investigação seguras, as credenciais de quem expõe a informação e procurar ajuda especializada para o esclarecimento de dúvidas.
Fontes seguras sobre saúde mental
As fontes seguras são entidades credenciadas para a partilha de informação de saúde mental. Em Portugal, existe a Ordem dos Psicólogos Portugueses e o Serviço Nacional de Saúde como fornecedores de informação sobre saúde mental fundamentada. Em maior escala, a American Psychological Association (APA) e a World Health Organization (WHO) também asseguram o combate à desinformação no que concerne à saúde. Adicionalmente, as pessoas podem procurar por artigos científicos da área da psicologia recorrendo ao Google Académico.
Credenciais de quem expõe a informação
É importante avaliar quem está a expor a informação. Em Portugal, as pessoas que se mantêm dentro da ciência aquando da exposição de informações acerca da saúde mental devem ser credenciadas. Ou seja, devem ter um background de formação em saúde mental como médicos psiquiatras, médicos de medicina geral, enfermeiros com formação na área e psicólogos. Desta forma, se alguém não tiver qualquer tipo de cédula profissional na área, pode estar a propagar informação errada ou descontextualizada.
Procura especializada para esclarecimentos
A saúde mental, apesar de ser estudada por inúmeras ciências como a medicina e a psicologia, acaba por ser algo difícil de generalizar. Como o trabalho é com pessoas, e as pessoas detêm de características, histórias de vida, desafios e vulnerabilidades muito diferentes, é difícil estabelecer algo que “funcione para toda a gente”. Desta forma, pode ser relevante questionar diretamente psicólogos, médicos e enfermeiros para uma resposta mais ajustada à situação em si.
A saúde mental acaba por ter palco em inúmeros contextos, nomeadamente nas redes sociais. Com este aumento da informação, o estigma acaba por ser combatido aos poucos, sendo positivo para facilitar a procura de ajuda. No entanto, alguma informação pode não ter fontes seguras, não ser dada por pessoas credenciadas e não ser ajustada à pessoa em questão, podendo surgir inúmeros perigos com a mesma. Refletir sobre o fundamento da informação pode fazer a diferença e garantir aprendizagens baseadas na ciência.