Saltar para o conteúdo

O que fazer se me cruzar com o meu psicólogo fora das consultas?

3 minutos de leitura • Escrito em 1 de junho de 2026 • Por Andreia Ramos
Imagem simplista a significar a colisão de dois mundos: o do psicólogo e da pessoa acompanhada

Eventualmente, esta situação acaba por acontecer a todos os psicólogos: encontrar alguém que acompanham no seu mundo pessoal. No entanto, apesar de ser uma situação provável de acontecer para os psicólogos, as pessoas que estão em acompanhamento já não têm tanto essa experiência, não sabendo muito bem como reagir ou o que fazer. Apesar de ser um momento potencialmente estranho e embaraçoso para ambas as partes, diminuindo o à-vontade no encontro, existem formas de tentar preservar a relação terapêutica, principalmente através da abordagem do encontro na consulta seguinte.

O que o psicólogo deve fazer?

No momento:

O psicólogo nunca deve informar ninguém que a pessoa em específico é acompanhada por si, dado que isso quebraria a confidencialidade do processo terapêutico. Assim, eticamente, o psicólogo deve aguardar para ver se é cumprimentado, não iniciando a interação.

Na consulta seguinte:

Nesta fase, o encontro deve ser abordado com a pessoa acompanhada. Devem ser exploradas emoções que foram sentidas, preocupações e expectativas que podem ter sido quebradas. É muito importante assegurar a confidencialidade, informando que o facto de estarem numa situação em conjunto, não implica partilhar qualquer informação das consultas com ninguém. Por fim, pode fazer sentido estabelecer um plano de ação, caso a situação aconteça novamente.

O que a pessoa acompanhada deve fazer?

No momento:

As reações das pessoas acompanhadas no momento do encontro podem ser variadas. A pessoa pode escolher cumprimentar ou não o psicólogo, e a decisão de partilhar com alguém que determinada pessoa é o seu psicólogo é inteiramente pessoal.

Na consulta seguinte:

A pessoa acompanhada, idealmente, deve partilhar como é que se sentiu naquela situação, bem como os seus receios e preocupações (se aplicável). É suposto sair da consulta a sentir-se segura e confortável de que toda a sua informação pessoal continua reservada. Se existir alguma mudança na perceção do psicólogo, tendo em conta que não é comum ter acesso ao seu mundo fora do consultório, essa mudança também deve ser comunicada.

Nas consultas de psicologia, a relação terapêutica é o veículo que promove mais mudança pessoal segundo estudos mais recentes. Assim, é importante adotar todas as medidas necessárias para proteger esta relação e repará-la caso tenha sido afetada por algum motivo. Caso os contactos sejam demasiado frequentes e impliquem interações regulares fora do consultório, pode tornar-se difícil preservar a relação terapêutica. Assim, pode fazer sentido discutir o encaminhamento ou definir limites concretos e claros nas interações futuras.

Artigos Relacionados

Imagem simplista de dois clips a simbolizar a relação psicoterapêutica na psicologia
3 min · 23 de fevereiro de 2026 · Por Andreia Ramos

O que é a relação terapêutica na psicologia?

Descubra o que é a relação terapêutica e porque é um dos principais preditores do sucesso na psicoterapia, seja online ou presencial.

Imagem simplista de Andreia Ramos a simbolizar as nuances de recomendar o próprio psicólogo
3 min · 30 de julho de 2025 · Por Andreia Ramos

Posso recomendar o meu psicólogo?

Descubra como a referência de psicólogo a amigos ou familiares pode ser feita eticamente, garantindo conforto e eficácia na terapia.

Imagem simplista de Andreia Ramos a simbolizar os contactos realizados com o psicólogo fora das consultas
3 min · 10 de julho de 2025 · Por Andreia Ramos

Posso contactar o meu psicólogo fora das consultas?

Descubra quando e como é apropriado estabelecer contacto com o psicólogo, respeitando limites terapêuticos e garantindo segurança emocional.

Entre em contacto

Ficou com alguma dúvida ou quer agendar uma consulta?