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Explore artigos semanais sobre saúde mental, psicopatologia e consultas de psicologia clínica. Conteúdo simples, concreto e baseado em evidências.

Imagem simplista de Andreia Ramos a simbolizar a perfeição como uma corrente
2 min 16 de dezembro de 2024 Por Andreia Ramos

Ser perfecionista é mau?

Depende. O perfecionismo é uma tendência ou característica pessoal para definir expectativas, padrões e objetivos elevados para a própria pessoa. Apesar de o perfecionismo estar bastante associado ao esforço, à persistência e à perseverança, pessoas com elevados níveis de perfecionismo podem ser bastante autocríticas e tendem a não ficar inteiramente satisfeitas com o seu desempenho. Como tal, o perfecionismo excessivo está muito associado a problemas de saúde mental tais como ansiedade disfuncional e depressão, acabando por prejudicar muito a satisfação geral de vida das pessoas.

Imagem simplista de Andreia Ramos a simbolizar a perceção de perigo tendo em conta o medo e a fobia
3 min 6 de dezembro de 2024 Por Andreia Ramos

Qual é a diferença entre medo e fobia?

Muitas vezes, as palavras medo e fobia são usadas como sinónimos, sendo que há diferenças significativas em cada uma delas. O medo é uma emoção natural e adaptativa que ocorre como resposta a um perigo real (por exemplo, reação a perseguição por um estranho ou encontro com um animal perigoso). Por sua vez, a fobia consiste num medo persistente a algo que, usualmente, constitui um perigo pouco provável (por exemplo, medo de andar de elevador ou medo de aranhas). Os medos são mais facilmente geridos no dia-a-dia, enquanto as fobias são mais incapacitantes, necessitando, muitas vezes, de ajuda psicoterapêutica dado se inserirem nas perturbações de ansiedade.

Imagem simplista de uma calendário a simbolizar o início de um novo ano
2 min 2 de dezembro de 2024 Por Andreia Ramos

Devo começar consultas de psicologia no início do ano?

O início do Ano Novo consiste numa altura propícia a alguma introspeção – isto é, a uma avaliação subjetiva de como o ano correu o que, por consequência, pode levar à identificação de alguns aspetos a melhorar. No início do ano, muitas pessoas acabam por querer iniciar desporto, ter uma melhor alimentação, deixar algum hábito menos saudável ou iniciar terapia, por exemplo. Desta forma, existem pessoas que iniciam terapia nesta altura em específico, sendo a mudança de ano um impulsionador para a tomada de decisão efetiva.

Imagem minimalista a simbolizar a escrita dos registos clínicos por parte do psicólogo
2 min 25 de novembro de 2024 Por Andreia Ramos

O que são os registos clínicos nas consultas de psicologia?

Os registos clínicos são as informações escritas do psicólogo em relação à pessoa que é acompanhada e em relação às próprias sessões. Alguns psicólogos gostam de tirar pequenas notas ao longo das consultas e outros recorrem mais à memória, mas a realização de registos clínicos acaba por ser uma boa prática em contexto psicoterapêutico. O objetivo dos registos é ajudar o psicólogo na memória futura, contendo informações como a história de vida da pessoa, diagnóstico e/ou sintomas (se aplicável), plano de intervenção, prognóstico e progresso.

Imagem simplista de Andreia Ramos a simbolizar os problemas de diagnosticar alguém na área da saúde mental
2 min 22 de novembro de 2024 Por Andreia Ramos

O que fazer quando acho que alguém tem uma perturbação mental?

Com o aumento da informação acerca de saúde mental e dos respetivos diagnósticos associados, as pessoas podem identificar sinais de alerta nelas próprias e nos outros enquadráveis em alguma perturbação mental. Em ambos os casos, após suspeitas, é necessária uma avaliação objetiva por profissionais da saúde mental (isto é, médicos e/ou psicólogos) de forma a corroborar ou não a hipótese formulada. Em específico, no caso da dúvida em relação a alguém próximo, é importante considerar a perceção da própria pessoa em relação às dificuldades e não assumir o diagnóstico sem confirmação de um especialista.

Imagem simplista de Andreia Ramos a simbolizar os pensamentos intrusivos como uma bola de cristal
3 min 5 de novembro de 2024 Por Andreia Ramos

O que são pensamentos intrusivos?

Os pensamentos intrusivos consistem em pensamentos automáticos, incontroláveis e não desejados pela pessoa que apresentam tendência a causar bastante sofrimento e desconforto. Os seus conteúdos podem variar muito de pessoa para pessoa e podem assumir, por exemplo, ordens (por exemplo, “salta”), dúvidas em relação ao passado e a memórias (por exemplo, “será que ontem fiz alguma coisa de errado?”), frases autocríticas (por exemplo, “sou má pessoa”) e predições (por exemplo, “a minha namorada está a trair-me”). Apesar de ser um processo relativamente comum, a forma como estes pensamentos são lidados podem prever mais funcionalidade ou disfuncionalidade em relação aos mesmos.

Imagem simplista de Andreia Ramos a simbolizar o obstáculo/muro que um trauma pode ser na vida de alguém
3 min 31 de outubro de 2024 Por Andreia Ramos

O que é a Perturbação de Stress Pós-Traumático?

Por definição, a Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT) é uma reação a um ou vários traumas. Os sintomas consistem em lembranças intrusivas e inesperadas acerca do(s) evento(s) traumático(s) e em comportamentos de evitamento de tudo o que funcione como gatilho do evento(s). As pessoas com diagnóstico de PSPT também podem experienciar uma elevada ativação emocional podendo resultar em raiva, insónia, problemas de concentração e uma sensação constante de perigo iminente.

Imagem simplista de Andreia Ramos a simbolizar as diferentes idades que um psicólogo pode acompanhar
3 min 24 de outubro de 2024 Por Andreia Ramos

Que populações um psicólogo pode atender?

Um psicólogo pode atender todas as pessoas, desde crianças aos mais idosos. Apesar de as problemáticas serem usualmente muito diferentes entre si, a abordagem dos psicólogos deve-se adequar especificamente a cada faixa etária. Desta forma, muitos psicólogos sentem-se mais confortáveis no atendimento a idades específicas, tendo em conta as nuances das próprias consultas e da própria relação terapêutica (relação entre o psicólogo e a pessoa) estabelecida.

Imagem simplista de Andreia Ramos a simbolizar o facto de o psicólogo dever esconder as suas emoções ou não
3 min 21 de outubro de 2024 Por Andreia Ramos

Um psicólogo deve esconder as emoções em consulta?

Dependendo da abordagem terapêutica e do próprio psicólogo, esconder emoções ou expressar emoções, apesar de serem comportamentos opostos, podem ambos ser legítimos. O “esconder as emoções” era muito típico em abordagens mais tradicionais em que se via o psicólogo como alguém mais neutro e em controlo das suas próprias emoções. No entanto, abordagens mais recentes demonstram que a responsividade emocional do psicólogo, está na base de uma boa relação terapêutica (relação entre a pessoa e o psicólogo) e a mudança acontece quando o psicólogo é percecionado como empático, afirmativo e colaborativo.