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Como encontrar um psicólogo para um amigo ou familiar?

3 minutos de leitura · Escrito em 29 de junho de 2026 · Por Andreia Ramos
Imagem simplista de uma âncora a simbolizar o apoio de um amigo ou familiar para iniciar consultas de psicologia

Encontrar o psicólogo certo já é algo difícil e fazê-lo para alguém próximo, como um amigo ou familiar, pode complicar ainda mais a tarefa, porque os requisitos podem ser mais abstratos. A estratégia adotada por algumas pessoas acaba por passar por marcar consulta com o primeiro psicólogo que encontram, deixando muito a critério da sorte. Apesar de esta estratégia poder facilitar o início do acompanhamento, por vezes, pode impedir que a pessoa em questão seja acompanhada por um psicólogo que vai dar mais facilmente resposta às suas necessidades. Assim, pode ser importante recolher as seguintes informações:

Tipo de acompanhamento pretendido

Aqui é importante perceber que tipo de acompanhamento o amigo ou familiar quer: presencial ou online, um psicólogo mais jovem ou um psicólogo mais experiente, valor que seja realista para manter o acompanhamento (lista de opções sociais), tipo de consulta de psicologia, entre outros. As pessoas podem ter os critérios mais concretos ou mais abstratos, sendo relevante retirar algumas das informações que possam facilitar um melhor encaixe entre o psicólogo e a pessoa.

Procura de possibilidades

A procura de psicólogos pode ser feita de inúmeras formas: pesquisas no Google e websites, recurso à inteligência artificial, recurso a psicólogos para referências, contactos diretos com clínicas e redes sociais. Nesta fase, é importante ter em conta os requisitos da pessoa que procura ajuda e tentar limitar essa pesquisa a essas características (por exemplo, localização, modalidade online, psicoterapia, neuropsicologia, entre outros).

Apresentar possibilidades à pessoa

Após uma pesquisa ou contactos telefónicos, pode fazer sentido apresentar as alternativas de psicólogos à pessoa. Nesta fase, pode ajudar pedir informação adicional nos contactos como currículo do psicólogo, áreas de intervenção, preço da consulta, e apresentar à pessoa e facilitar o processo de escolha. Se a pessoa não apresentou critérios específicos, a apresentação de quem se pensa que poderá ser uma boa opção, também pode facilitar o início do processo.

Facilitar o processo

Quando se está a tentar que alguém inicie um processo psicoterapêutico, pode fazer sentido adotar determinados comportamentos que facilitem esse processo: marcar a consulta pela pessoa, agendar um contacto prévio com o psicólogo para perceber como a pessoa se sente, levar a pessoa à sua primeira consulta… Estes comportamentos podem ajudar alguém que está com dificuldades em dar o primeiro passo.

Aceitar que pode não estar no controlo da pessoa

Infelizmente, esta questão acaba por ser um aspeto central para quem procura ajuda psicológica para outra pessoa. Por vezes, mesmo que se apresentem listas com psicólogos e que se facilite o processo de agendamento, as pessoas podem não querer ir. Desta forma, é importante aceitar que se está a fazer tudo o que está no controlo e que, no final, a decisão da pessoa é que vai prevalecer, seja ela a favor ou contra o início das consultas.

Quando alguém precisa de ajuda, dar os passos supramencionados pode auxiliar a manter o compromisso, dificultando a desistência e desesperança face ao processo. Por vezes, as pessoas podem cair em padrões de desmotivação tornando-se complexo tomarem a iniciativa de procurar um psicólogo. Ter pessoas à volta que ajudem nesta escolha pode ser decisivo para as pessoas procurarem a ajuda que precisam. Não obstante, por muito que se tente, podem existir situações complexas em que as pessoas vão resistir a esta ajuda. Nestas situações, é importante compreender que a pessoa não está a querer ser ajudada naquele momento, mas não significa que não fique a pensar na situação e que até avance com a decisão no futuro.

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