O que é a concetualização de caso em terapia?

2 minutos de leitura • Escrito em 12 de maio de 2025 • Por Andreia Ramos
Imagem simplista de Andreia Ramos a simbolizar a estrutura base de uma concetualização de caso em psicoterapia

Em psicoterapia, a concetualização de caso é um processo em que o psicólogo e a pessoa trabalham colaborativamente para compreender as dificuldades expressas na terapia. Apesar de ter uma componente muito cognitivo-comportamental, psicólogos de inúmeras abordagens psicoterapêuticas utilizam a concetualização de caso para estruturar a intervenção psicológica. Assim, uma concetualização de caso compreende a história da pessoa, os respetivos sintomas e os padrões de pensamento e comportamento à luz da ciência e de intervenções com foco na evidência.

Auxilia na compreensão do caso

A organização da pessoa e da sua história de vida permite ao psicólogo uma reflexão acerca do que pode estar na origem de determinada sintomatologia o que, por conseguinte, pode facilitar associações entre problemas atuais e a respetiva história de vida. Esta identificação também permite a escolha das melhores abordagens e técnicas para cada problema.

Dá estrutura à intervenção

Apesar da existência de abordagens e de terapeutas mais e menos estruturados, a concetualização de caso acaba por definir um plano de intervenção que conjuga os problemas da pessoa com o que a investigação em psicologia tem demonstrado. Apesar de muito associada à terapia cognitivo-comportamental, as concetualizações têm como base os modelos teóricos de cada abordagem. Assim, ajuda a que o processo não fique vago ou disperso.

Facilita o acompanhamento do processo

Tendo em conta que a terapia é um processo que perdura no tempo, a concetualização de caso permite uma avaliação constante da terapia. Desta forma, permite verificar se a abordagem utilizada está a funcionar e se é importante uma atualização da mesma tendo em conta mudanças relevantes ao longo da terapia.

Desta forma, a concetualização de caso é uma parte importante do processo terapêutico porque permite ao psicólogo se organizar ao fim de algumas sessões e delinear uma intervenção individualizada e específica para a pessoa. No entanto, a partilha direta da concetualização de caso com a pessoa acompanhada depende muito de psicólogo para psicólogo e da abordagem adotada. Existem psicólogos que vão partilhando de forma menos estruturada esta compreensão e psicólogos que partilham diretamente com a pessoa a sua compreensão.

Referências: Cognitive Therapy: Basics and Beyond, Schema Therapy: A Practitioner’s Guide, The Science and Practice of Case Conceptualization

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