Porque é que a psicologia ainda não é acessível para todos?

2 minutos de leitura • Escrito em 25 de novembro de 2025 • Por Andreia Ramos
Imagem simplista de uma escada a simbolizar a falta de acesso a consultas de psicologia clínica

A psicologia tem ganho uma visibilidade muito significativa nos últimos anos, principalmente tendo em conta que, há bem pouco tempo, a saúde mental não era falada sem ser em casos de doença psiquiátrica grave. Como tal, novos serviços começaram a aparecer para dar resposta às necessidades atuais de psicologia: mais psicólogos no Serviço Nacional de Saúde, mais psicólogos nas escolas, mais linhas de apoio gratuitas. No entanto, mesmo com estas mudanças positivas, a psicologia continua a não estar acessível para a maior parte da população portuguesa porque ainda não é vista como prioritária em contexto público, acarreta custos elevados no setor privado e os serviços sociais podem ser inacessíveis para muitas pessoas.

Ainda não é prioridade no setor público

Apesar de todos os esforços realizados para tornar a psicologia mais acessível através de serviços públicos, ainda se verificam inúmeras dificuldades: falta de profissionais, sobrecarga de profissionais, elevado tempo de espera e acompanhamentos com intervalo de tempo alargado entre sessões que impossibilita a criação de uma relação terapêutica segura. Assim, tendo em conta a resposta atual, muitas pessoas ficam sem acompanhamento.

Custos elevados no setor privado

Tendo em conta a realidade portuguesa, infelizmente, o início e manutenção de um processo psicoterapêutico é um encargo financeiro muito elevado. Apesar de esses valores apresentarem uma justificação lógica (explicação aqui), o privado acaba por não ser uma opção viável para uma elevada percentagem dos portugueses.

Serviços sociais mais inacessíveis

Felizmente, encontram-se opções como associações e universidades que dão consultas a preços sociais para facilitar o acesso à saúde mental (alguns exemplos aqui). Porém, apresentam vagas mais limitadas ou estão, usualmente, em centros urbanos como Lisboa, Porto, Braga, Coimbra, não sendo tão acessíveis a pessoas mais afastadas destas zonas centrais.

Apesar do progresso no Serviço Nacional de Saúde, nas Associações, Universidades e com os Seguros de Saúde a ajudar mais na comparticipação das consultas de psicologia, ainda é necessário percorrer um longo caminho para que todas as pessoas tenham acesso a este tratamento crucial para a saúde mental. Entretanto, as pessoas devem continuar a procurar respostas mais ajustadas à sua situação, podendo a terapia online ajudar a encontrar profissionais com maior variedade de valores e auxiliar na ausência de respostas em determinadas zonas menos urbanas no país.

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