Blog

Explore artigos semanais sobre saúde mental, psicopatologia e consultas de psicologia clínica. Conteúdo simples, concreto e baseado em evidências.

Imagem minimalista a simbolizar a necessidade de pertença e segurança pelas opiniões dos outros
3 min 5 de janeiro de 2026 Por Andreia Ramos

Porque é que a opinião dos outros tem um impacto em mim?

Uma das necessidades fundamentais humanas é a necessidade social, sendo que muitas pessoas desejam ser aceites e têm medo de serem rejeitadas. Do ponto de vista evolutivo, as pessoas que estavam mais integradas num grupo tinham mais probabilidade de sobreviver a ameaças. Desta forma, desde cedo, as crianças procuram pistas externas que assegurem o sentido de pertença e conexões mais profundas. Se as pistas externas forem positivas, pode haver um aumento de sensações agradáveis e, pelo contrário, se as pistas forem negativas, podem ser percecionadas como abandono e rejeição.

Imagem simplista de um calendário a simbolizar a semana típica de um psicólogo clínico
3 min 22 de dezembro de 2025 Por Andreia Ramos

Como é a semana típica de um psicólogo clínico?

Um psicólogo clínico é um profissional que avalia e intervém em potenciais dificuldades do foro mental e psicológico. Apesar de poderem existir algumas variações, as semanas de um psicólogo clínico consistem em consultas e em trabalho fora de consultas que permite proporcionar o melhor serviço possível a todas as pessoas que acompanha. Desta forma, a semana típica de um psicólogo neste contexto passa pelas próprias consultas, pelo planeamento, registos e estudo, pela cotação e escrita de relatórios e pela gestão da própria contabilidade, se aplicável.

Imagem simplista a simbolizar o alcance de objetivos progressivos com a entrevista motivacional
2 min 19 de dezembro de 2025 Por Andreia Ramos

O que é a entrevista motivacional?

A entrevista motivacional (EM) é um estilo de conversa colaborativa que tem como base a abordagem centrada no cliente de Carl Rogers. A EM consiste numa conversa sobre mudança que tem como objetivo o fortalecimento da motivação da própria pessoa e o respetivo compromisso para mudar, mesmo em situações de bastante ambivalência (dúvida em relação ao que fazer). Esta abordagem pode ser utilizada de forma breve ou mais prolongada e numa variedade de contextos e utiliza o discurso da pessoa como veículo da própria mudança.

Imagem de um floco de neve a simbolizar as emoções difíceis durante o Natal e restantes épocas festivas
3 min 15 de dezembro de 2025 Por Andreia Ramos

Porque é que a época festiva pode ser tão difícil?

O Natal, tal como outras festividades, é uma altura muito associada à alegria, à família, aos amigos e às férias. Como tal, são criadas, simultaneamente, muitas expectativas geralmente positivas em relação a esta época do ano. No entanto, para uma percentagem significativa de pessoas, o Natal e as restantes festividades podem significar emoções mais difíceis como a zanga, a tristeza, a saudade, a ansiedade e o stress. Estas emoções tendem a ser sentidas de uma forma diferente porque são percecionadas como incompatíveis com as sensações que se “deveriam” sentir.

Imagem simplista de uma varinha mágica a simbolizar os mitos associados aos psicólogos
3 min 4 de dezembro de 2025 Por Andreia Ramos

Quais os principais mitos acerca dos psicólogos?

Para além de existirem inúmeros mitos associados à psicologia, também existem ainda muitas ideias erradas associadas aos psicólogos. As pessoas, por vezes, podem criar uma expectativa de como um psicólogo é e acreditar que se essas expectativas não forem cumpridas é porque existe algo de errado com o profissional. Alguns exemplos desses mitos são que um psicólogo resolve tudo, que um psicólogo não sente emoções como a ansiedade, a tristeza, a zanga ou a raiva, que um psicólogo só pode ter rotinas saudáveis e que um psicólogo não deve recorrer a outro psicólogo.

Imagem minimalista do símbolo masculino a simbolizar as dificuldades na procura de ajuda para a saúde mental
3 min 28 de novembro de 2025 Por Andreia Ramos

Porque é mais difícil para os homens procurarem ajuda?

Infelizmente, há dados que indicam que os homens têm uma menor probabilidade de procurar ajuda psicoterapêutica e morrem mais por suicídio do que as mulheres. Apesar de não ser uma relação linear, existem várias associações à ideologia de masculinidade tradicional, sustentada por questões sociais e culturais muito enraizadas. Desta forma, a procura de ajuda pode ser percecionada como ir contra o que é “expectável” de um homem (estigma social) e ser altamente desafiante por "obrigar" a falar de sentimentos e emoções.

Imagem simplista de uma escada a simbolizar a falta de acesso a consultas de psicologia clínica
2 min 25 de novembro de 2025 Por Andreia Ramos

Porque é que a psicologia ainda não é acessível para todos?

A psicologia tem ganho uma visibilidade muito significativa nos últimos anos, principalmente tendo em conta que, há bem pouco tempo, a saúde mental não era falada sem ser em casos de doença psiquiátrica grave. Como tal, novos serviços começaram a aparecer para dar resposta às necessidades atuais de psicologia: mais psicólogos no Serviço Nacional de Saúde, mais psicólogos nas escolas, mais linhas de apoio gratuitas. No entanto, mesmo com estas mudanças positivas, a psicologia continua a não estar acessível para a maior parte da população portuguesa porque ainda não é vista como prioritária em contexto público, acarreta custos elevados no setor privado e os serviços sociais podem ser inacessíveis para muitas pessoas.

Imagem simplista de um iceberg a simbolizar as razões subjacentes ao preço das consultas de psicologia
3 min 17 de novembro de 2025 Por Andreia Ramos

Porque é que as consultas de psicologia são “caras”?

Apesar do conceito de “caro” ser relativo, tendo em conta a realidade portuguesa, para muitas pessoas é insustentável financeiramente o início e manutenção de um processo terapêutico. Desta forma, as consultas de psicologia podem ser um acréscimo significativo nos orçamentos pessoais. No entanto, as consultas em contexto privado possuem um preço que corresponde a toda a formação e experiência do profissional, custos da profissão e pelas exigências emocionais da própria profissão.

Imagem simplista de várias estrelas a simbolizar o processo de luto
3 min 10 de novembro de 2025 Por Andreia Ramos

O que é o processo de luto?

Para a compreensão do luto, é necessário fazer a distinção entre dois conceitos: o luto (grief) e o processo de luto (grieving). O luto é uma emoção/sensação intensa e incontrolável, decorrente do desejo de que a pessoa que se perdeu regresse e que tudo volte ao normal, sendo esta dor paralisante e acompanhada por uma sensação avassaladora de impotência. Por sua vez, o processo de luto é um processo de reaprendizagem do mundo e de como a dor se vai moldando ao longo do tempo. No passado, o processo de luto era categorizado por fases como a negação, a raiva, a negociação, a depressão e a aceitação. No entanto, modelos mais recentes evitam esta perspetiva sequencial para enfatizar o processo de luto como algo ativo, complexo e individual, baseado na realização de tarefas de adaptação.