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Como lidar com o fim de um relacionamento?

3 minutos de leitura Escrito em Por Andreia Ramos
Imagem simplista de um ponto final a simbolizar o término de um relacionamento

Quase toda a gente acaba por passar pelo fim de um relacionamento em algum momento da vida. Na verdade, o mais correto de mencionar é que a maior parte das pessoas acaba por passar por este processo várias vezes. Um desgosto amoroso e o término de uma relação resultam em emoções difíceis, pois implicam um processo de adaptação a uma nova realidade que, por vezes, as pessoas não estão à espera. Enquanto todos têm a liberdade de terminar uma relação, a pessoa que não quer o fim da mesma vai ter de se ajustar à decisão do outro elemento. Apesar de um processo complexo, existem formas de aliviar alguns dos sintomas causados pelo fim de um relacionamento.

Permitir a expressão de emoções

Um término implica uma mudança e a mudança acaba por gerar emoções potencialmente mais difíceis (por exemplo, raiva do outro elemento, ansiedade em relação a uma futura relação, tristeza pelo fim, culpa por não ter feito mais, vergonha por ter de contar às outras pessoas, entre outras). Estas emoções, apesar de dolorosas, são importantes de ser sentidas, dado que o fim de um relacionamento implica, usualmente, um processo de luto. Desta forma, a pessoa vai reaprender a viver sem a presença constante da outra pessoa.

Dar tempo ao tempo

Não há um período de recuperação definido para as pessoas começarem a superar o término. Podem existir facilitadores (por exemplo, um casal nunca ter vivido junto) ou agravantes (por exemplo, o outro elemento já tem uma nova pessoa) que podem influenciar o tempo de recuperação, mas nada é linear. Desta forma, é importante pensar que o processo de reajuste à nova realidade vai demorar, sendo muito dependente dos fatores externos que rodeiam a pessoa em luto. A recuperação é um processo altamente individual.

Ativar recursos

Em todos os períodos desafiantes, é importante que se ativem o maior número possível de recursos. Os recursos variam muito de pessoa para pessoa, mas correspondem, por exemplo, a estar com a rede de suporte (por exemplo, estar com os amigos e família), manter a atividade física (por exemplo, continuar os treinos) e manter hábitos alimentares e de sono saudáveis. A saúde mental, social e física são indissociáveis, pelo que o cuidado de cada uma das vertentes de saúde pode auxiliar na recuperação.

Procurar ajuda

As pessoas tendem a procurar ajuda psicológica ou psiquiátrica nos momentos de término para ajudar a processar a perda. Muitas vezes, essa procura deve ser realizada quando o sofrimento é muito intenso, perdura no tempo (por exemplo, sem ligeiras melhorias num período de alguns meses), incapacita a pessoa (por exemplo, não consegue trabalhar, não consegue cuidar dos filhos) ou está a progredir para sintomas psicopatológicos (por exemplo, sintomas depressivos, ansiedade e stress intensos).

O fim de um relacionamento é sempre uma mudança e, para muitas pessoas, acaba por ser um obstáculo e um apagar de um futuro que a pessoa já tinha imaginado. No entanto, as pessoas acabam por ter bastante resiliência para lidar com estes processos. Aliás, depois do período inicial de sofrimento, muitas pessoas desenvolvem uma melhor compreensão das suas necessidades, dos seus padrões relacionais e do tipo de relação que procuram no futuro. Não obstante, a fase de recuperação pode ser complexa, sendo possível a presença de facilitadores relevantes, como os acima mencionados, para ajudar a pessoa a lidar com a perda.

Referências: Breakups aren’t all bad: Coping strategies to promote positive outcomes

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