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Explore artigos semanais sobre saúde mental, psicopatologia e consultas de psicologia clínica. Conteúdo simples, concreto e baseado em evidências.

Imagem simplista de Andreia Ramos a simbolizar as causas subjacentes à síndrome do impostor
2 min 20 de fevereiro de 2025 Por Andreia Ramos

O que é a síndrome do impostor?

A síndrome do impostor é um termo psicológico que se refere a um padrão de comportamentos em que as pessoas questionam e duvidam das suas competências e capacidades e apresentam um medo persistente em serem expostas como uma “fraude”. Usualmente, estes sentimentos perduram após demonstrações de sucesso próprio. Este fenómeno é explicado devido à atribuição do sucesso a causas externas, em vez de mérito próprio, e à potencial crença de que os sucessos foram resultado do acaso.

Imagem simplista de Andreia Ramos a simbolizar a duração de um processo psicoterapêutico
2 min 10 de fevereiro de 2025 Por Andreia Ramos

Quanto tempo devem durar as consultas de psicologia?

Depende. Um processo psicoterapêutico apresenta uma duração muito variável, não sendo possível prever nem estipular um número de sessões necessárias para a alta clínica. Desta forma, de acordo com a problemática, com os objetivos terapêuticos e com os fatores circundantes, as pessoas vão progredindo a ritmos diferentes e o processo terapêutico deve-se adaptar a esse progresso, seja ele mais rápido ou mais lento. A terapia deve ajustar-se sempre à pessoa e não a pessoa a ajustar-se à terapia e a um número concreto de sessões.

Imagem simplista e minimalista de Andreia Ramos a simbolizar a distorção da realidade causada pela despersonalização e a desrealização
2 min 3 de fevereiro de 2025 Por Andreia Ramos

O que é a despersonalização e a desrealização?

Tanto a despersonalização como a desrealização podem ser sintomas e/ou um diagnóstico de perturbação mental. Podem pertencer às perturbações de humor ou de ansiedade como sintoma adicional, ou podem consistir num diagnóstico de Perturbação de Despersonalização/Desrealização. De uma forma geral, a despersonalização consiste numa experiência de irrealidade em que a pessoa se sente como um observador externo dos seus pensamentos, sentimentos, sensações ou comportamentos. Por outro lado, a desrealização é uma experiência de irrealidade em relação ao ambiente envolvente da pessoa.

Imagem simplista de Andreia Ramos a simbolizar as terapias alternativas e complementares com recurso a cartas
3 min 28 de janeiro de 2025 Por Andreia Ramos

Um psicólogo pode usar terapias alternativas e/ou complementares?

Não. Um psicólogo segue um código de ética e deontológico que indica a importância da utilização de métodos científicos validados e eficazes. Apesar das terapias alternativas e complementares como o tarot, o reiki, a astrologia, a numerologia e as constelações familiares serem terapias que qualquer pessoa pode procurar, as mesmas ainda não se encontram validadas pela comunidade científica, logo, constituem-se como pseudociência. Desta forma, a prática clínica é bastante complexa e a saúde mental das pessoas nunca deve ser utilizada de modo a pôr em prática algo que ainda não se considera significativamente eficaz e/ou seguro.

Imagem de Andreia Ramos a simbolizar a flutuação da tristeza e a eventual passagem para um quadro depressivo
2 min 20 de janeiro de 2025 Por Andreia Ramos

Qual a diferença entre tristeza e depressão?

A tristeza e a depressão são dois conceitos da psicologia muito relevantes e paralelamente trabalhados na prática clínica. No entanto, ainda surgem bastantes dúvidas acerca se as pessoas estão tristes ou deprimidas, existindo dificuldade na perceção de diferenças entre ambas. De uma forma global, a tristeza é uma emoção primária natural que está presente na população geral. Porém, a tristeza pode fazer parte do diagnóstico de depressão (não é um critério necessário), mas não é suficiente para o respetivo diagnóstico.

Imagem simplista a simbolizar as consultas de psicologia como SOS
2 min 15 de janeiro de 2025 Por Andreia Ramos

As consultas de psicologia servem de SOS?

A psicoterapia é um espaço em que podem ser atendidas necessidades mais urgentes, aquando de alguma experiência emocional intensa ou desagradável. Por exemplo, se algo mais difícil de gerir acontecer, é comum as pessoas procurarem adiantar a consulta ou retornar ao processo terapêutico. No entanto, as consultas de psicologia não são apenas para momentos “SOS”, dado que a procura das mesmas em momentos de crise interfere com a periodicidade das consultas e, por consequência, com a eficácia da psicoterapia.

Imagem minimalista de um padrão geométrico representando a perturbação obsessivo-compulsiva, com o título 'O que é a perturbação obsessivo-compulsiva?' e informações sobre o artigo escrito por Andreia Ramos
2 min 6 de janeiro de 2025 Por Andreia Ramos

O que é a Perturbação Obsessivo-Compulsiva?

A Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC) é uma perturbação que é composta por dois processos mentais centrais: as obsessões e as compulsões. As obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens que causam apreensão e preocupação e que são percecionados como algo incontrolável. As compulsões são ações comportamentais ou mentais que a pessoa se sente compelida a fazer. Usualmente, as compulsões são realizadas em resposta às obsessões com a intenção de as diminuir. A POC é diagnosticada se as obsessões e/ou as compulsões causarem ansiedade significativa e se ocuparem muito tempo da vida da pessoa.

Imagem simplista de Andreia Ramos de uma seta a simbolizar o potenciar de ganhos terapêuticos
3 min 30 de dezembro de 2024 Por Andreia Ramos

Como posso potenciar os ganhos da terapia?

Iniciar um processo psicoterapêutico é, por si só, um passo muito importante para a melhoria do bem-estar. No entanto, há posturas que podem potenciar resultados terapêuticos e posturas mais associadas a resultados mais lentos ou até à ausência dos mesmos. Isto acontece porque, infelizmente, o psicólogo não pode ajudar no alcance de objetivos sozinho. É sempre necessária uma colaboração entre o mesmo e a pessoa que está a ser acompanhada. Desta forma, no controlo da pessoa, pode estar permitir-se a ser vulnerável, ser honesta quanto ao que está a sentir, refletir no final das sessões e aplicar o que foi discutido em sessão no seu dia-a-dia.

Imagem simplista de uma ampulheta a simbolizar a importância da intervenção rápida na intervenção em crise
3 min 23 de dezembro de 2024 Por Andreia Ramos

O que é a intervenção em crise?

A intervenção em crise é um modelo psicoterapêutico que pode ser utilizado aquando de um acontecimento que se constituiu um obstáculo que não se consegue bem ultrapassar com recurso às estratégias utilizadas no passado (por exemplo, acidente rodoviário, catástrofe natural, falecimento de alguém próximo, divórcio). Assim, a intervenção em crise é um modelo que deve ser de rápido acesso e dirigido a um objetivo estratégico, que pretende restaurar o equilíbrio psicológico através da promoção de estratégias de coping (estratégias para lidar com a situação de crise).